segunda-feira, 7 de setembro de 2015

As CRUZADAS Exercícios com respostas

1)     As Cruzadas foram convocadas pelo Papa Urbano II no Concílio de:

a)     Nicéia;
b)     Clermont;
c)      Trento;
d)     Constantinopla;
e)     Nantes.


2)     As Cruzadas tinham um duplo objetivo: a Libertação de Jerusalém (túmulo de Cristo) e combate ao Islamismo.  Foi sobre tudo por causa deste último objetivo que as Cruzadas tomaram a forma de:

a)     uma “guerra santa” contra os infiéis;
b)     uma expedição exclusivamente militar;
c)      um combate naval;
d)     uma “guerra mundial”;
e)     uma luta por mercados.


3)     As cruzadas podem ser consideradas como uma etapa de expansão europeia cujo caráter foi, de início, religioso.  Ao lado das Cruzadas, entretanto, na Península Ibérica, desenvolvia-se, também, uma feroz luta contra os muçulmanos. Essa luta entre cristãos e muçulmanos na península Ibérica ficou conhecida como:

a)     “guerra santa”;
b)     “La conquista”;
c)      “A Reconquista”
d)     “Expansão Naval”;
e)     N.d.a.


4)     A diferença entre as lutas cristãs na Península Ibérica e no Oriente Médio está em que as Cruzadas:

a)     eram expedições organizadas diretamente pelo Papa e dele dependente;
b)     eram, no fundo, apenas comerciais e, portanto visando um fim predominantemente material;
c)      eram empreendimentos que se ligaram à Itália, à França e Alemanha e não à Europa como um todo;
d)     eram burguesas enquanto na Península Ibérica eram sobretudo aristocráticos.
e)     n.d.a.


5)    As Cruzadas representaram principalmente:

a)     uma força que acelerou a decadência do feudalismo;
b)     um ponto capital de fusão da cultura oriental e ocidental;
c)      terras para os filhos da nobreza e lucros para as cidades italianas;
d)     n.d.a.


6)     Assinale a alternativa incorreta:

a)     Pedro, o Eremita liderou a “Cruzada dos Mendigos”;
b)     A 1ª Cruzada, formada, exclusivamente, de senhores feudais teve caráter eminentemente religioso;
c)      A 3ª Cruzada teve caráter predominantemente militar;
d)     A 4ª Cruzada destacou-se por ter sido de cunho claramente comercial, o que prova a presença veneziana;
e)     A 2ª Cruzada foi liderada por Pedro, o Eremita.


7)  A 3ª Cruzada (1187 – 1191) contou com a participação do Imperador Frederico Barba Ruiva, Ricardo Coração de Leão e Felipe Augusto.  Esse é o motivo por que esta Cruzada ficou conhecida como a Cruzada dos:
a)     Mendigos;
b)     Templários;
c)      Hospitalários;
d)     Reis;
e)     Imoperadores.


8)   As Cruzadas ao Oriente Médio (séc. XI – XIII) tiveram profunda repercussão sobre o feudalismo porque, entre outros motivos:

a)     diminuíram o prestígio da Santa Sé, em virtude da separação das Igrejas cristãs de Roma e Bizâncio;
b)     impediram os contatos culturais com civilizações refinadas como a bizantina e a árabe;
c)      aceleraram o comércio e a indústria, promovendo o desenvolvimento de uma nova camada social (burguesia);
d)     desintegraram o sistema de comércio com o Oriente, gerando a decadência dos portos de Veneza, Gênova e Marselha;
e)     estimularam a expansão da economia agrária, que minou a economia monetária dos centros urbanos.


9)     Entre as principais consequências das cruzadas não podemos citar:

a)     grande desenvolvimento econômico da Itália setentrional;
b)     reatamento Oriente/Ocidente: abertura do mediterrâneo;
c)      florescimento da economia monetária e fortalecimento da burguesia;
d)     maior contato cultural Ocidente + Bizâncio/Islão;
e)     retrocesso agrário;  desaparecimento da vida monetária; ascensão senhorial.


10) “O belicismo da sociedade feudal, o expansionismo da Igreja e a intensificação do sentimento religioso, canalizados pelos pontífices. Influi ainda o crescimento demográfico do Ocidente. O fator imediato é, entretanto, a penetração das tribos dos turcos seldjúcidas que arrebataram Jerusalém  e Síria aos fatimidas do Egito e aniquilam o exércitos bizantino (1071). A intolerância dos seldjúcidas provoca a total interrupção das relações entre Ocidente Cristão e Oriente.”
     
      O texto acima refere-se às causas:
     
a)     do Renascimento comercial e urbano;
b)     do Renascimento Cultural;
c)      da Reconquista Ibérica;
d)     das Cruzadas ao Oriente Médio;
e)     da formação da Ordem dos Templários.


11) “Quem lutou em guerras privadas entre fiéis, que combatam agora os infiéis e alcancem a vitória em uma guerra que já devia ter começado; quem até agora dedicou-se ao banditismo se façam soldados; quem antes combateu seus irmãos, lutem contra os bárbaros”.
     
     Este é o famoso trecho do discurso de Urbano II em Clermont (1095);
     nele os termos “infiéis” e “bárbaros” referem-se aos:

a)     cristãos ortodoxos;
b)     judeus;
c)      muçulmanos;
d)     bandidos;
e)     senhores feudais belicosos.

  
12) Os uniformes negros com a cruz branca, brancas com a cruz vermelha, brancas com cruz negra, correspondem respectivamente aos cavaleiros de Malta, Templários e Teutônicos, que se constituíram ao longo das Cruzadas. Eles são típicos representantes:

a)     dos exércitos reais e imperiais;
b)     das ordens monásticas e militares: a dos monges cavaleiros;
c)      do exército recrutado diretamente pela Santa Fé;
d)     do exército senhorial, exclusivamente;
e)     dos servos emancipados por terem participado das Cruzadas.
           

13) Além  quatro cruzadas iniciais, as mais importantes, ainda contaram-se outras quatro, sendo as duas últimas (7ª (1248 – 1249)) e (8ª (1270)) lideradas por um célebre rei francês.
     
a)     Frederico II;
b)     Felipe Augusto;
c)      Luís IX (São Luís);
d)     Felipe, o Belo;
e)     Felipe VI, de Valois.


14) A 4ª Cruzada (1202 – 1204) que tinha como objetivo a reconquista de Jerusalém através do ataque ao Egito desviou-se para Zara e Constantinopla, saqueando ambas as cidades sob instigação veneziana. E, Constantinopla, os cruzados após o saqueio, fundaram:

a)     A ordem dos Templários;
b)     O Império Latino de Constantinopla;
c)      O Império Romano do Oriente;
d)     O império Romano do Ocidente;
e)     A Igreja Católica Ortodoxa.


15)  Assinale a proposição errada:

a)     a quarta Cruzada notabilizou-se pela invasão de Constantinopla e pelas transformações econômicas que acarretou;
b)     o senhor feudal recebia dos habitantes do feudo direitos feudais, tais como a talha, a corvéia, a peagem, a mão morta;
c)      o não cumprimento das obrigações feudais, por parte do vassalo ou suserano, acarretava o rompimento do vínculo que os ligava;
d)     nenhuma destas proposições é errada.




Gabarito:

1. b                 4. a                7. d                 10. d               13. c
2. a                 5. c                 8. c                 11. c               14. b
3. c                 6. e                 9. e                 12. b               15. d



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Absolutismo monárquico e mercantilismo – Qvestibular

1) (FGV-SP) Acerca do absolutismo na Inglaterra, NÃO é possível afirmar que:

a) fortaleceu-se com a criação da Igreja Anglicana
b) foi iniciado por Henrique VIII, da dinastia Tudor, e consolidado no longo reinado de sua filha Elizabeth I;
c) a política mercantilista intervencionista foi fundamental para a sua solidificação;
d) foi conseqüência da guerra das Duas Rosas, que eliminou milhares de nobres e facilitou a consolidação da monarquia centralizada;
e) o rei reinava mas não governava, a exemplo do que ocorreu durante toda a modernidade.

Resposta: e



2) (UFRN) O sistema de colonização objetivado pela política mercantilista tinha em mira:

a) criar condições para a implantação do absolutismo;
b) permitir à economia metropolitana o máximo de auto-­suficiência e situá-la vantajosamente no comércio internacional, pela criação de complementos à economia nacional;
c) evitar os conflitos internos, resultantes dos choques entre feudalismo e capitalismo, que entravavam o desenvolvimento dos países europeus;
d) ganhar prestígio internacional
e) obter a garantia de acessos às fontes de matérias-primas e aos mercados consumidores no ultra-mar.

Resposta: b



3) (FUVEST) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra, podem ser identificados os seguintes aspectos:

a) Fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno
b) Ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja
c) Desagregação do feudalismo e centralização política
d) Diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial
e) Enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre Estado e Igreja.

Resposta: c



4) (FUVEST) O Estado Moderno absolutista atingiu seu maior poder de atuação no século XVII. Na arte e na economia suas expressões foram, respectivamente:

a) rococó e liberalismo
b) renascentismo e capitalismo
c) barroco e mercantilismo
d) maneirismo e colonialismo
e) classiscismo e economicismo.

Resposta: c



5) UFGO) Parte integrante da política econômica mercantilista, a concepção monetária preconizava, acima de tudo:

a) a livre circulação de mercadorias;
b) uma política industrialista e protecionista;
c) a proibição quanto a saída de ouro e prata do país;
d) a exploração das colônias e o desenvolvimento do comércio;
e) a realização de reformas monetárias e o desenvolvimento do sistema de crédito.


Resposta: c

Absolutismo monárquico e mercantilismo

Introdução

A queda do feudalismo e a ascensão da burguesia, grupo social ligado ao comércio, proporcionaram o surgimento dos Estados Nacionais europeus. Os feudos foram unificados em reinos, os quais eram governados por reis.

Os Estados Modernos passaram a ter territórios e fronteiras definidos, as pessoas falavam um idioma em comum e houve a padronização de pesos, medidas e moedas. O governo desse Estado era centralizado na figura dos monarcas (reis) e o poder político não se encontrava mais nas mãos dos senhores feudais.

Os reis adquiriram um poder quase ilimitado (monarquia absolutista), podendo legislar (criar leis e decretos), executar as leis e julgar os conflitos, além de ter sob seu comando um exército permanente e um aparelho burocrático que lhe auxiliava na administração do Estado e na coleta dos impostos.

A política econômica aplicada pelas Monarquias absolutistas é chamada de Mercantilismo, cujas características básicas eram: metalismo, protecionismo, balança comercial favorável e pacto colonial.

  
Definições

Absolutismo monárquico
(séc. XV – XVIII)
Regime político em que os reis possuem o poder absoluto sobre suas nações (concentração de poderes nas mãos dos reis).

Mercantilismo
Conjunto de práticas econômicas dos Estados Absolutistas.
(metalismo, protecionismo, balança comercial favorável, pacto colonial, pirataria)

  


Resumo


Absolutismo:
O absolutismo foi um sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa, na época do Antigo Regime (séculos XV ao XVIII). No final da Idade Média (séculos XIV e XV), ocorreu uma forte centralização política nas mãos dos reis. A burguesia comercial ajudou muito neste processo, pois interessava a ela um governo forte e capaz de organizar a sociedade. Portanto, a burguesia forneceu apoio político e financeiro aos reis, que em troca, criaram um sistema administrativo eficiente, unificando moedas e impostos e melhorando a segurança dentro de seus reinos.

Nesta época, o rei concentrava praticamente todos os poderes. Criava leis sem autorização ou aprovação política da sociedade. Criava impostos, taxas e obrigações de acordo com seus interesses econômicos. Agia em assuntos religiosos, chegando, até mesmo, a controlar o clero em algumas regiões.

Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que fosse contrária aos interesses ou leis definidas pelos monarcas.
Exemplos de alguns reis deste período :

  • Henrique VIII - Dinastia Tudor : Inglaterra no século XVII
  • Elizabeth I - Dinastia Stuart - rainha da Inglaterra no século XVII
  • Luis XIV - Dinastia dos Bourbons - conhecido como Rei Sol - governou a França entre 1643 e 1715.
  • Fernando e Isabel - governaram a Espanha no século XVI.


Mercantilismo:
O mercantilismo foi política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um reino, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional.

Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista:

  • Metalismo: o ouro e a prata eram metais que deixavam uma nação muito rica e poderosa, portanto os governantes faziam de tudo para acumular estes metais. Além do comércio externo, que trazia moedas para a economia interna do país, a exploração de territórios conquistados era incentivada neste período. Foi dentro deste contexto histórico, que a Espanha explorou toneladas de ouro das sociedades indígenas da América como, por exemplo, os maias, incas e astecas.
  • Industrialização: o governo estimulava o desenvolvimento de indústrias em seus territórios. Como o produto industrializado era mais caro do que matérias-primas ou gêneros agrícolas, exportar manufaturados era certeza de bons lucros.

  • Balança Comercial Favorável: o esforço era para exportar mais do que importar, desta forma entraria mais moedas do que sairia, deixando o país em boa situação financeira. 

  • Protecionismo Alfandegário: os reis criavam impostos e taxas para evitar ao máximo a entrada de produtos vindos do exterior. Era uma forma de estimular a indústria nacional e também evitar a saída de moedas para outros países.

  • Pacto Colonial: as colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de vender caro e comprar barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no Brasil Colonial.

  • Pirataria: A Elizabeth I (Inglaterra) estimulava e financiava as ações de pirataria, chegando a dar um título de nobreza ao pirata Francis Drake.



Teóricos do Absolutismo
Muitos filósofos desta época desenvolveram teorias e chegaram até mesmo a escrever livros defendendo o poder dos monarcas europeus. Abaixo alguns exemplos:
  • Jacques Bossuet: para este filósofo francês o rei era o representante de Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedecê-lo sem contestar suas atitudes. 
  • Nicolau Maquiavel: Escreveu um livro, "O Príncipe",  onde defendia o poder dos reis. De acordo com as idéias deste livro, o governante poderia fazer qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. De acordo com o pensador, o rei poderia usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos. É dele a famosa frase: "Os fins justificam os meios."
  • Thomas Hobbes: Este pensador inglês, autor do livro "O Leviatã", defendia a idéia de que o rei salvou a civilização da barbárie e, portanto, através de um contrato social, a população deveria ceder ao Estado todos os poderes.

domingo, 16 de agosto de 2015

Os Povos Pré-colombianos - QVestibular

1. (Fatec-SP) Os astecas e os incas não foram eliminados nem expulsos pelos conquistadores espanhóis devido

a)     Ao respeito que os colonizadores tinham pela cultura desses povos.
b)     A eles terem se associado aos colonizadores, na exploração dos povos mais fracos.
c)      À existência de ouro e prata nas regiões que eles ocupavam e ao interesse dos colonizadores em explorá-los enquanto mão-de-obra.
d)     À existência de excedente de produção agrícola e de força de trabalho organizada nessas civilizações.
e)     Aos tratados com criollos, que regulamentavam as formas de convivência.

Resposta: a


2. (PUC – SP)  Sobre as civilizações indígenas americanas no momento da conquista européia, podemos afirmar:

a)     Somente os maias e tupis foram escravizados e tiveram sua cultura destruída no processo de conquista e colonização da América.
b)     Cheienes, cheroquis, iroqueses e dakotas ocupavam várias regiões na América do Norte, foram exterminados pela colonização francesa, e sua marcha expansionista de norte a sul e de leste a oeste teve como resultado a dominação das terras do atual EUA.
c)      Tupis, jês, nuaruaques e caríbas ocupavam praticamente toda a região do atual território brasileiro, foram caçados para serem transformados em escravos pelos senhores espanhóis e holandeses, cujo objetivo seria vendê-los como produtores de especiarias para o Oriente.
d)     Maias, astecas e incas, que viviam na América Central, Vale do México e Região Andina, foram dominados pelos espanhóis no século XVI e perderam autonomia e controle sobre sua sofisticada organização sociocultural e política, permanecendo submetidos através do sistema de encomiendas, mitas ou quatequil que os reduzia a escravidão permanente ou temporária.
e)     Os indígenas brasileiros tupis e jês foram exterminados no processo da conquista portuguesa, sendo possível seu conhecimento apenas pela arqueologia.

Resposta: d


3. (UFC) Recentemente, Alejandro Toledo foi eleito presidente do Peru. Durante a campanha eleitoral, foi chamado de Pachacútec, numa alusão ao imperador incaico que consolidou um império nos Andes centrais. Sobre a sociedade incaica, é correto afirmar que:

a) o fato de constituir uma das mais significativas sociedades pré-colombianas tem como base a negação da cultura dos povos dominados;
b) a sua economia tinha por base a agricultura, com a distribuição de terras pelo Estado e a prática do sistema de regadio;
c) o que a diferenciava das demais culturas pré-colombianas era a idéia de uma sociedade igualitária;
d) o comércio interno era significativo, tendo no guano um dos produtos mais valorizados;
e) a sua cultura desapareceu com o processo da dominação espanhola.

Resposta: b


4. (FGV/SP) Em 2001, Alejandro Toledo tornou-se o primeiro peruano com ascendência indígena a assumir a Presidência da República de seu país. A cerimônia de posse, em Machu Picchu, foi marcada por rituais e símbolos do Império Incaico. A respeito dos incas é correto afirmar: 

a) Eram monoteístas antes da chegada dos espanhóis à América e chegaram a associá-los ao seu deus Viracocha.
b) Na sociedade incaica, havia uma clara separação entre política e religião, de tal modo que a seu governante, o Inca, não era atribuído nenhum caráter divino.
c) Cuzco, além do principal núcleo político do império fundado em torno do século XII, era considerado pelos incas o Centro do Mundo, o lugar mais sagrado da Terra.
d) A metalurgia para a produção de armas, adornos e ferramentas era a base da economia do império.
e) Ao contrário do tratamento dispensado a outros povos da América, não tiveram suas estruturas político-sociais profundamente alteradas e puderam preservar suas tradições religiosas até os dias de hoje.

Resposta: c


5. (UGF/RJ) A cultura maia, uma das mais importantes do mundo pré-colombiano, floresceu na região que hoje corresponde ao(s): 

a) Uruguai, Argentina e sul do Chile.
b) Paraguai e Bolívia.
c) Brasil e Venezuela.
d) norte de Guatemala, Honduras Britânica e sudeste do México.
e) Andes peruanos.


Resposta: d

Os Povos Pré-colombianos

Introdução

Quando Colombo chegou à América, em 1492, encontrou o continente habitado há muito tempo por várias civilizações e povos. Os povos pré-colombianos apresentavam diferentes estágios de desenvolvimento cultural e material, classificados em: sociedades que viviam do extrativismo/da caça e sociedades agrárias/criação de alguns animais.

Dentro desse segundo grupo, três culturas merecem maior destaque são: os Maias e os Astecas, no México e América Central, e os Incas na Cordilheira dos Andes, na América do Sul.
Cada uma dessas civilizações era constituída de um verdadeiro mosaico de nações e tribos. Possuíam avançada organização política, econômica e social.

Incas:
A Civilização Inca desenvolveu-se na região da Cordilheira dos Andes (América do Sul ) nos atuais Peru, Bolívia, Chile e Equador. Fundaram no século XIII a capital do império: a cidade sagrada de Cusco. Foram conquistados e dominados pelos espanhóis no ano de 1532.
Maias:
A civilização maia habitou a região das florestas tropicais das atuais Honduras, Guatemala e Península de Yucatán (sul do atual México). Este povo nestas regiões entre os séculos IV a.C e IX a.C. Entre os séculos IX e X , os toltecas invadiram essas regiões e dominaram a civilização maia.  Quase desaparecida quando Colombo chegou às Américas.
Astecas:
Povo dedicado à guerra, os astecas habitaram a região do atual México entre os séculos XIV e XVI.  Fundaram, no século XIV, a importante cidade de Tenochtitlán (atual Cidade do México), numa área de pântanos, próxima do lago Texcoco. Foram dominados pelos espanhóis em 1521.


Localização dos povos

Os Incas
O território inca se estendia ao longo da Cordilheira dos Andes e incluía terras hoje pertencentes à Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Chile. Os Incas constituíam um vasto império, integrado por povos de diferentes culturas, localizadas nas mais variadas regiões geográficas: a costa, as serras e as selvas.
A maior parte da população concentrava-se nos vales férteis. No império Inca viviam 15 milhões de pessoas. A capital dos Incas era Cuzco no templo do sol. 

Os Astecas e os Maias
Os Astecas habitavam as terras do atual México; os Maias habitavam a região onde hoje estão a Guatemala, parte de Honduras, El Salvador, Belize e a Península de Yucatã, no México. A organização política, econômica e social desses dois povos apresentava inúmeras semelhanças. Eram povos que tinham uma economia de base agrária, com aperfeiçoadas técnicas de produção, incluindo o uso de adubos e a construção de barragens e canais de irrigação. Eles trabalhavam em coletividade.
A principal diferença entre os Astecas e os Maias diz respeito à organização política. Enquanto os Astecas viviam submetidos a uma monarquia, exercida pelo chefe dos guerreiros, os Maias nem chegaram a construir um estado que abrangesse toda a sociedade.


Política e Cultura

Governo Inca
O imperador, conhecido por Sapa Inca, era considerado um deus na Terra. A sociedade era extremamente hierarquizada e formada por: nobres (chefes militares, juízes e sacerdotes, governantes), camada média (funcionários públicos e trabalhadores especializados) e classe mais baixa (artesãos e os camponeses). Esta última camada pagava altos tributos ao rei  em mercadorias ou com trabalhos em obras públicas.

Cultura Inca
Na arquitetura, desenvolveram várias construções com enormes blocos de  pedras encaixadas, como templos, casas e palácios. A cidade de Machu Picchu foi descoberta somente em 1911 e revelou toda a eficiente estrutura urbana desta sociedade.
A agricultura era extremamente desenvolvida, pois plantavam nos chamados terraços (degraus formados nas costas das montanhas). Plantavam e colhiam feijão, milho (alimento sagrado) e batata. Construíram canais de irrigação, desviando o curso dos rios para as aldeias.
A arte destacou-se pela qualidade dos objetos de ouro, prata, tecidos e jóias. 

Domesticação de animais: a lhama (animal da família do camelo) e utilizaram como meio de transporte, além de retirar a lã, carne e leite deste animal. Além da lhama, alpacas e vicunhas também eram criadas.

A religião tinha como principal deus o Sol (deus Inti ). Porém, cultuavam também animais considerados sagrados como o condor e o jaguar. Acreditavam num criador antepassado chamado Viracocha (criador de tudo).

Criaram um interessante e eficiente sistema de contagem: o quipo. Este era um instrumento feito de cordões coloridos, onde cada cor representava a contagem de algo. Com o quipo, registravam e somavam as colheitas, habitantes e impostos. Mesmo com todo desenvolvimento, este povo não desenvolveu um sistema de escrita.



Governo Maia
Nunca chegaram a formar um império unificado, fato que favoreceu a invasão e domínio de outros povos vizinhos. As cidades formavam o núcleo de decisões e práticas políticas e religiosas da civilização e eram governadas por um estado teocrático. O império maia era considerado um representante dos deuses no Planeta Terra. A zona urbana era habitada apenas pelos nobres (família real), sacerdotes (responsáveis pelos cultos e conhecimentos), chefes militares e administradores do império (cobradores de impostos). Os camponeses, que formavam a base da sociedade, artesão e trabalhadores urbanos faziam parte das camadas menos privilegiadas e tinham que pagar altos impostos.


Cultura Maia
Na arquitetura: Ergueram pirâmides, templos e palácios, demonstrando um grande avanço arquitetônico.

O artesanato também se destacou: fiação de tecidos, uso de tintas em tecidos e roupas, arte em cerâmica e pinturas em mural.

A economia era baseada na agricultura, principalmente de milho, feijão e tubérculos. Suas técnicas de irrigação do solo eram muito avançadas para a época. Praticavam o comércio de mercadorias com povos vizinhos e no interior do império.

A religião deste povo era politeísta, pois acreditavam em vários deuses ligados à natureza. Elaboraram um eficiente e complexo  calendário que estabelecia com exatidão os 365 dias do ano.

A escrita: Assim como os egípcios, usaram uma escrita baseada em símbolos e desenhos (hieróglifos). Registravam acontecimentos, datas, contagem de impostos e colheitas, guerras e outros dados importantes.

Matemática maia: Desenvolveram muito a matemática, com destaque para a invenção das casas decimais e o valor zero.

Na astronomia: criaram calendário lunar, depois solar e, por fim, a “contagem longa”.  Os sistemas que registravam a passagem dos dias, semanas e meses regiam a vida cotidiana e religiosa, já o de contagem longa marcava os momentos importantes de sua história.  
Cruzando a matemática e a observação do céu, os maias conseguiram determinar com uma precisão incrível a duração dos ciclos lunar, solar e de Vênus.  Segundo maias, Vênus passa pela Terra a cada 583, 935 dias (hoje, de acordo com os astrônomos, o número correto é 583, 920); definiram, também, que o ciclo lunar dura 29, 53086 dias (sendo o número correto 29, 54059) e o solar 365, 2420 dias (sendo o número correto 365, 2422).



Governo Asteca

A sociedade era hierarquizada (dividida em camadas bem definidas) e comandada por um imperador, chefe do exército. A nobreza era também formada por sacerdotes e chefes militares. Os camponeses, artesãos e trabalhadores urbanos compunham grande parte da população. Esta camada mais baixa da sociedade era obrigada a exercer um trabalho compulsório para o imperador, quando este os convocava para trabalhos em obras públicas (canais de irrigação, estradas, templos, pirâmides). 

Durante o governo do imperador Montezuma II (início do século XVI), o império asteca chegou a ser formado por aproximadamente 500 cidades, que pagavam altos impostos para o imperador. O império começou a ser destruído em 1519 com as invasões espanholas. Os espanhóis dominaram os astecas e tomaram grande parte dos objetos de ouro desta civilização. Não satisfeitos, ainda escravizaram os astecas, forçando-os a trabalharem nas minas de ouro e prata da região. 


Cultura Asteca

Na arquitetura, construíram enormes pirâmides utilizadas para cultos religiosos e sacrifícios humanos. Estes eram realizados em datas específicas em homenagem aos deuses. Acreditavam que com os sacrifícios poderiam deixar os deuses mais calmos e felizes.

Na agricultura: Os astecas desenvolveram muito as técnicas agrícolas, construindo obras de drenagem e as chinampas (ilhas de cultivo), onde plantavam e colhiam milho, pimenta, tomate, cacau etc. As sementes de cacau, por exemplo, eram usadas como moedas por este povo.

O artesanato a era riquíssimo, destacando-se a confecção de tecidos, objetos de ouro e prata e artigos com pinturas.

A religião era politeísta, pois cultuavam diversos deuses da natureza (deus Sol, Lua, Trovão, Chuva) e uma deusa representada por uma Serpente Emplumada.


Na ciência: a escrita era representada por desenhos e símbolos. O calendário maia foi utilizado com modificações pelos astecas. Desenvolveram diversos conceitos matemáticos e de astronomia.



sábado, 15 de agosto de 2015

Expansão Marítima Européia – Qvestibular

1. (Fei) O processo de expansão marítima da Península Ibérica iniciou-se ainda nos fins da Idade Média. A Espanha, ainda dividida e tendo parte de seu território ocupado pelos mouros "andou atrás" de Portugal. Podemos afirmar que foram fatores decisivos do pioneirismo português em termos expansionistas EXCETO:

a) o processo de centralização política e administrativa precoce do país, a partir da Revolução de Aviz
b) a presença de uma nobreza fortalecida que, a partir dos impostos feudais, propiciou o capital necessário à empreitada expansionista
c) a formação de quadros preparados para as grandes aventuras marítimas na Escola de Sagres
d) o contato e o aproveitamento da cultura moura por parte dos portugueses
e) o incentivo governamental à expansão

Resposta: b



2. (Cesgranrio) O descobrimento do Brasil foi parte do plano imperial da Coroa Portuguesa, no século XV. Embora não houvesse interesse específico de expansão para o Ocidente,...

a) a posse de terras no Atlântico ocidental consolidava a hegemonia portuguesa neste Oceano.
b) o Brasil era uma alternativa mercantil ao comércio português no Oriente.
c) o desvio da esquadra de Cabral seguia a mesma inspiração de Colombo para chegar às Índias.
d) a procura de terras no Ocidente foi uma reação de Portugal ao Tratado de Tordesilhas, que o afastava da América.
e) essa descoberta foi mero acaso, provocado pelas intempéries que desviaram a esquadra da rota da Índia.

Resposta: a



3. (Ufpe) Portugal e Espanha foram, no século XV, as nações modernas da Europa, portanto pioneiras nos grandes descobrimentos marítimos. Identifique as realizações portuguesas e as espanholas, no que diz respeito a esses descobrimentos.

1. Os espanhóis, navegando para o Ocidente, descobriram, em 1492, as terras do Canadá.
2. Os portugueses chegaram ao Cabo das Tormentas, na África, em 1488.
3. Os portugueses completaram o caminho para as Índias, navegando para o Oriente, em 1498.
4. A coroa espanhola foi responsável pela primeira circunavegação da Terra iniciada em 1519, por Fernão de Magalhães. Sebastião El Cano chegou de volta à Espanha em 1522.
5. Os portugueses chegaram às Antilhas em 1492, confundindo o Continente Americano com as Índias.

Estão corretos apenas os itens:
a) 2, 3 e 4;
b) 1, 2 e 3;
c) 3, 4 e 5;
d) 1, 3 e 4;
e) 2, 4 e 5.



4. Questão 1: (PUC-MG) Relacionam-se às viagens marítimas européias dos séculos XV e XVI, exceto:
A - o desenvolvimento de técnicas náuticas;
B - o estabelecimento de novas rotas comerciais;
C - o enfraquecimento dos Estados Absolutistas;
D - a implantação das práticas mercantilistas.


Resposta: c



5. (FUVEST/SP) No período denominado Baixa Idade Média, houve desenvolvimento do comércio e florescimento de cidades. O crescimento econômico da Europa ocidental intensificou-se com a expansão ultramarina do século XV. Considera-se essencial para tal expansão:

A - a crise e o enfraquecimento comercial das cidadesestados italianas, fornecedoras na Europa dos produtos orientais;
B - a centralização do poder político e a possibilidade de investimento de recursos monetários estatais em expedições marítimas;
C - a ocupação de Constantinopla pelos turcos otomanos e o fim dos contatos pacíficos entre o Ocidente e o Oriente;
D - a abundância de metais na Europa e o crescimento de circulação monetária em condições de financiar empreendimentos dispendiosos;
E - a ruptura da unidade cristã do Ocidente e a formação de religiões cristãs adaptadas à ética da acumulação capitalista.

Resposta: b

A Expansão Marítima Europeia

Introdução

Processo histórico ocorrido, principalmente, entre os séculos XV e XVII.
Através das Grandes Navegações houve uma expansão das atividades comerciais, contribuindo para o processo de acumulação de capitais na Europa, que posteriormente, possibilitará a Revolução Industrial na Inglaterra.
O Portugal e a Espanha foram as grandes potências para esta expansão marítima. E a expansão marítima teve um nítido caráter comercial.


Causas

  • Objetivo da burguesia da Europa Ocidental em romper o monopólio Árabe-Italiano (Gênova e Veneza) sobre as mercadorias orientais; 
  • A busca de terras e novas minas (ouro e prata) com o objetivo de superar a crise do século XIV; 
  • Expandir a fé; 



Objetivos

  • Especiarias (noz moscada, cravo, pimenta, etc.);
  • Pedras preciosas, cerâmica e seda;
  • Metais (ouro e prata);
  • Terras novas; 
  • Fiéis; 
  

Expansão Marítima um empreendimento caro.

Como acontece no século XXI com a exploração do espaço que é para meia dúzia de países rica e detentor de tecnologia; no início da idade moderna (séc. XV) as explorações dos oceanos, da mesma forma, eram para aqueles países que possuíam muito dinheiro e conhecimentos técnicos de construção de navios e instrumentos de navegação.

Apenas os Estados efetivamente centralizados tinham condições de levar adiante tal empreendimento. E a figura do Rei era importante para atuar como coordenador. O Rei cobrava os impostos e disciplinava os investimentos da burguesia para o empreendimento.
  


Pioneirismo português

  • Precoce centralização Política; 
  • Domínio das Técnicas de Navegação (Escola de Sagres);
  • Participação da Rota de Comércio que ligava o mediterrâneo ao norte da Europa; 
  • Capital (financiamento de Flandres); 
  • Posição Geográfica Favorável; 





Etapas da expansão portuguesa (principais)

1415 - Tomada de Ceuta, importante entreposto comercial no norte da África;
1420 - Ocupação das ilhas da Madeira e Açores no Atlântico;
1434 - Chegada ao Cabo Bojador;
1445 - Chegada ao Cabo Verde;
1487 - Bartolomeu Dias e a transposição do Cabo das Tormentas;
1498 - Vasco da Gama atinge as Índias (Calicute);
1499 - Viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.






Espanha não ficou muito atrás

Em 1492, logo após completar sua centralização monárquica a Espanha inicia as Grandes Navegações Marítimas. O Cristóvão Colombo ganhou três caravelas dos Reis Católicos (Fernando e Isabel).  Com estes navios, o Colombo pretendia chegar às Índias, navegando no sentido oeste.  Quando chegou à América Central (=denominação de hoje) pensou ter chegado ao arquipélago do Japão.


Etapas da expansão espanhola (principais)

1492 - Chegada de Colombo a um novo continente, a América;
1504 - Américo Vespúcio afirma que a terra descoberta por Colombo era um novo continente;
1519 a 1522 - Fernão de Magalhães realizou a primeira viagem de circunavegação do globo.



O Tratado de Tordesilhas

Portugal e Espanha, buscando evitar conflitos sobre os territórios descobertos, ou a descobrir, resolveram assinar um acordo.
1)     Inicialmente, proposto pelo Papa Alexandre VI (em 1493).  Seria um meridiano passando 100 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, dividindo as terras entre Portugal e Espanha.  O Portugal não aceitou esta proposta.
2)     Em 1494, foi assinado o Tratado de Tordesilhas.


Os atrasados

Por problemas de guerras internas os países abaixo, se atrasaram:

Inglaterra e França (após a Guerra dos Cem Anos, tiveram distúrbios políticos internos) e Holanda.



Conseqüências


  • Ampliação do conhecimento humano sobre a geografia da Terra.
  • Revolução comercial – unificação dos mercados europeus, asiáticos, africanos e americanos.
  • A decadência das cidades italianas, resultado da mudança do eixo econômico de Mediterrâneo para o Atlântico.
  • Formação do Sistema Colonial.
  • Escravismo em moldes capitalistas.
  • Hegemonia européia sobre o mundo.
  • Afluxo de metais provenientes da América para a Europa.
  • Ocorreu a adoção da política econômica mercantilista, que se baseava tanto no protecionismo do Estado como no regime de monopólios.