quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Renascimento Comercial e Urbano

Introdução

O período da história Medieval que vai do século XI ao XV. Corresponde a fase em que as principais características da Idade Média, principalmente o feudalismo, estavam em transição. Ou seja, é uma época em que o sistema feudal estava entrando em crise. Muitas mudanças econômicas, religiosas, políticas e culturais ocorrem nesta fase.

O fortalecimento do comércio e o surgimento da burguesia favoreceram o desenvolvimento e surgimento de muitas cidades.


Fatores

1) Fim das invasões: século IX; estabelecimento da paz na Europa – fim das Cruzadas.
2) Inovações técnicas e expansão da agricultura (arado de ferro com rodas, moinho hidráulico, e a utilização da força animal [bois, cavalos], secagem dos pântanos, etc.).
3) Crescimento demográfico.
4) Cruzadas (produtos de saque – jóias, tecidos, temperos, etc. eram comercializados no caminho de retorno).
5) Saída dos muçulmanos do Mediterrâneo.
6) Retomada do comércio com o Oriente.


Renascimento Comercial

As cidades italianas foram beneficiadas pelo Renascimento Comercial na Idade Média, por seguintes motivos principais:
1)      Localização geográfica favorável – Mar Mediterrâneo.
2)      Fortalecimento das ligações comerciais com o Oriente, durante 4ª Cruzada, onde se obteve o direito à distribuição de mercadorias orientais pelo continente europeu.

Em Norte da Europa, o comércio ampliou-se na região do mar Báltico e mar do Norte, destacando-se a região de Flandres, devido a sua produção de lã.

As regiões norte e sul da Europa foram interligadas por rotas terrestres e fluviais criadas pelas atividades comerciais.  As feiras eram locais de compra e venda de produtos dos negociantes.  Até o século XIV as feiras mais importantes eram na região de Champanhe (França).


Esse comércio possibilitou o retorno das transações financeiras, o reaparecimento da moeda, ou seja, deu vida às atividades bancárias.  Com isso a terra deixava de ser a única fonte de riqueza e um novo grupo social surgiu: comerciantes, ou mercadores.


Resumo

Com o sistema feudal em decadência, surgiram novas técnicas de produção. Essas técnicas fizeram com que a mão-de-obra daquela época migrasse da agricultura para outras funções, como artesanato e comércio. Assim, o comércio foi ressurgindo em vários lugares da Europa Ocidental.

As principais cidades da rota comercial européia eram Veneza e Gênova, que devido a sua posição geográfica privilegiada, tornaram-se grandes centros urbanos e comerciais.

Na região norte da Europa, o comércio era controlado pela Liga Hanseática, uma associação comercial de mais de 80 cidades. Com sede em Lübeck, essa associação comercial comercializava principalmente, madeira, peixes, tecidos, cereais, ferro e cobre. A região de Flandres também era outro importante centro comercial, que se destacava pelos seus produtos de lã.

Com a expansão comercial em toda a Europa Ocidental, foram estabelecidas também, rotas comerciais, sendo que a principal liga as cidades da Itália à Flandres, passando pela França. Nessas rotas, grandes feiras eram estabelecidas, como a da região de Champagne, Flandres e Frankfurt.

O renascimento comercial da Europa Ocidental fez com que a circulação de dinheiro e a economia das regiões crescessem, ocasionando também, o florescimento das cidades.





Renascimento Urbano - Resumo

Muitas cidades surgiram a partir dos burgos, que eram conjuntos de habitações fortificadas que serviam de residência para os burgueses (comerciantes e banqueiros). Com a dinamização da economia nas cidades, em função do comércio, muitas pessoas começaram a deixar o campo para tentar a vida nos centros urbanos. Portanto, nos séculos XIV e XV, a Europa passou por um importante processo de êxodo rural (saída das pessoas do campo para as cidades).














Os burgos parecem muito com condomínios fechados que existem aqui no Brasil (séc XXI).




Com mais pessoas morando nas cidades européias, as necessidades e transformações aumentaram muito. Começaram a surgir novas profissões e oportunidades de trabalho. O dinheiro, principalmente moedas de ouro e prata, começou a circular com maior intensidade.

O câmbio, por exemplo, começa a funcionar na sociedade, pois com o avanço do comércio eram necessárias as trocas de moedas, para o bom funcionamento das relações comerciais entre as várias regiões da Europa. Nesta época, cada cidade ainda possuía um tipo de moeda diferente. (Mesmo ainda hoje, com o EURO, ainda existem países da comunidade europeia que não usam esta moeda comum à maioria dos países europeus).

Surgiram também os banqueiros para garantir e proteger, com segurança, as fortunas dos prósperos burgueses. Cheques, cartas de créditos e outras modalidades financeiras também começaram a ser utilizadas neste período.

Com o surgimento de novas profissões, também, apareceram organizações dos trabalhadores: Os artesãos e comerciantes começaram a se organizar como uma maneira de obterem melhores resultados em suas atividades. Os artesãos criaram as corporações de ofício, enquanto os comerciantes estabeleceram guildas (semelhante a sindicatos de hoje).

Existiam guildas de alfaiates, sapateiros, ferreiros, artesãos, comerciantes, artistas plásticos entre outros profissionais. As guildas tinham como objetivo principal a defesa dos interesses econômicos e profissionais dos trabalhadores que faziam parte delas. As guildas controlavam: a qualidade, a quantidade, o preço, o salário e o número de empregados.






segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Peste Negra Q.Vestibular

1. (ENEM-2008) A Peste Negra dizimou boa parte da população européia, com efeitos sobre o crescimento das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de Siena, Agnolo di Tura escreveu: “As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do mundo.” Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky. The Black Death: a turning point in history? New York: HRW, 1971 (com adaptações). O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra, que assolou a Europa durante parte do século XIV, sugere que:
  •  a)     O flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.
  • b)     A Igreja buscou conter o medo da morte, disseminando o saber médico.
  • c)      A impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e identificáveis.
  • d)     Houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.
  • e)     O drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.


Resposta: a
a) Verdadeira. A epidemia de proporções jamais experimentada. Com um projeto sanitário precário, os centros urbanos da Baixa Idade Média se tornaram grandes focos de disseminação da doença. Falta de conhecimento científico mais apropriado acabou atribuindo a tragédia aos pecados de uma população que passava a viver de maneira mais distante dos antigos valores da ordem feudal.

b) Falsa. Vários clérigos buscaram a providência divina para combater a Peste Negra. Algumas iluminuras da época retratam membros da Igreja realizando rituais litúrgicos e orações que deveriam combater os efeitos letais da epidemia.

c) Falsa. Diversos estudiosos sobre esse fato histórico assinalam que a Peste Negra foi capaz de ceifar entre 25 à 33 por cento de toda a população da Europa Medieval. Além disso, a Peste ocasionou a retração das atividades comerciais que se desenvolviam desde o século XI e o enrijecimento das obrigações servis em diversas regiões feudais. 

d) Falsa. Antes da Peste Negra, a Europa viveu uma grande explosão demográfica causada principalmente pelo aprimoramento das técnicas agrícolas da época e aumento do potencial produtivo das terras destinadas ao cultivo agrícola. 


e) Falsa. O referido drama vivido pelos sobreviventes da Peste Negra se justificava principalmente pela fácil transmissão da doença pelo ar, as falta de condições de higiene e o grande contingente populacional que tomava conta das cidades da Baixa Idade Média. 




2. (CEFET - MG) A peste negra, que dizimou grande parte da população européia no século XIV, provocando escassez de mão-de-obra e alimentos, e sendo uma das causas da decadência do feudalismo, pode ser descrita como:

  • a) a peste bubônica, transmitida por ratos infectados.
  • b) uma seca violenta que devastou as lavouras.
  • c) Nuvens de gafanhotos provenientes do norte da África.
  • d) a cólera, trazida pelos cruzados quando retornavam da terra santa.
  • e) fungos que surgiram pelo excesso de umidade, atacando as plantações de cereais.

Resposta: a



3. (Mackenzie) A peste negra, que dizimou cerca de um terço da população europeia, as revoltas camponesas ocasionadas pelo precário equilíbrio da produção agrícola e a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foram responsáveis:
  • a) pela formação da sociedade feudo-clerical.
  • b) pela crise do mercantilismo econômico.
  • c) pelo fortalecimento da nobreza em detrimento do poder real.
  • d) pela aceleração da crise do absolutismo.
  • e) pela crise do feudalismo e consolidação do poder real.

Resposta: e

As revoltas camponesas e a Guerra dos Cem Anos, somadas à Peste Negra, configuram a chamada Crise do século XIV, na Europa, ou, como também é conhecida: Crise da Baixa Idade Média, que se caracterizou pela crise do feudalismo e pela consolidação do poder real, como aponta a letra E, que está correta.

O mercantilismo econômico e o absolutismo são eventos posteriores ao século XVI, portanto as alternativas B e D estão incorretas. O poder real, a partir de fins do século XIV, cresceu em conjunto com a nobreza, enquanto tal crescimento se sobrepôs à antiga organização feudal e clerical. Assim sendo, as alternativas C e A estão incorretas.



4. (Mackenzie) Em outubro de 1347, navios mercantes genoveses chegaram ao porto de Messina. Os marinheiros doentes tinham estranhas inchações escuras, do tamanho de um ovo ou uma maçã, nas axilas e virilhas, que purgavam pus e sangue e eram acompanhadas de bolhas e manchas negras por todo o corpo. Sentiam muitas dores e morriam rapidamente cinco dias depois dos primeiros sintomas.

TUCHMAN, Barbara W. Um Espelho Distante. O terrível século XIV. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1990.

Cerca de 25 milhões de pessoas morreram entre os anos de 1347 e 1350. Dentre os fatores que contribuíram para esse acontecimento destacamos:
  • a) a formação do modo de Produção Feudal.
  • b) a decadência e posterior desaparecimento da dinastia Carolíngia na Europa medieval.
  • c) o aumento do intercâmbio comercial entre Europa e Oriente após as Cruzadas.
  • d) o fim da Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra devido à peste negra.
  • e) a expansão Marítima e Comercial Européia e a descoberta do novo mundo.
Resposta: c




5. (UFPB 2008) Entre 1348 e 1350, a Europa sofreu um abalo demográfico, provocado pela Peste Negra, com graves repercussões na organização social e econômica de várias regiões. Sobre essa terrível doença e seus impactos históricos, assinale a(s) alternativa(s) verdadeira(s).

(1) A Peste Negra, iniciada na China, chegou à Europa por volta de meados do século XIV. Essa doença foi levada por comerciantes e viajantes que cruzavam as rotas comerciais do Império Mongol.
(2) A Península Ibérica, devido ao seu isola­mento,  foi a única região da Europa não atingida pela calamidade. Por isso, tornou-se área de refúgio de religiosos e grandes pro­prietários de outras regiões.

(4) A Peste Negra, como impacto especifica­mente demográfico, eliminou de 25 a 35% do conjunto da população européia. No entanto, devido a seus efeitos desiguais, al­gumas regiões sofreram perdas de mais de 60% de seus habitantes.

(8) A Peste Negra foi mais forte no campo do que nas cidades, mas curiosamente não atingiu as comunidades religiosas. Esse fator contribuiu para o maior fortalecimento do poder da Igreja.

Resposta: Soma: 5

Peste Negra

Prefácio

Meados do século XIV (1347) foi uma época marcada por muita dor, sofrimento e mortes na Europa.  A Peste Bubônica, que foi apelidada pelo povo de Peste Negra, matou cerca de metade da população européia (75 milhões, de acordo com Wikipédia). A doença era mortal e “democrática” não escolhia vítimas: Reis, príncipes, senhores feudais, servos, artesãos, padres, crianças, adultos, idosos entre outros foram pegos pela peste.
Alguns historiadores afirmam que a população que morreu foi de 25 milhões de pessoas (correspondendo à 1/3 da população).


Resumo

Nos porões dos navios mercantes, que vinham do Oriente, entre os anos de 1347 e 1353 (de acordo com Wikipédia), chegavam milhares de ratos. Estes roedores encontraram nas cidades européias um ambiente favorável, pois estas possuíam condições precárias de higiene. O esgoto corria a céu aberto e o lixo acumulava-se nas ruas. Rapidamente a população de ratos aumentou muito.


Estes ratos estavam contaminados com a bactéria (Pasteurella Pestis). E as pulgas (Xenopsilla cheopis) destes roedores transmitiam a bactéria aos ratos e homens através da picada. Os ratos também morriam da doença e, quando isto acontecia, as pulgas passavam rapidamente para os outros ratos e humanos para obterem seu alimento, o sangue.





A peste era extremamente agressiva chegando a matar em três dias.
Devido à ignorância das pessoas naquela época, cogitava-se a possibilidade da peste ser um castigo de Deus.

Após adquirir a doença, a pessoa começava a apresentar vários sintomas:
Os primeiros sintomas são a febre alta e dores fortíssimas; depois aparecimento nas axilas, virilhas e pescoço vários bubos (bolhas) de pus e sangue. Em seguida, vinham os vômitos e febre alta. Era questão de dias para os doentes morrerem, pois não havia cura para a doença e a medicina era pouco desenvolvida. Vale lembrar que, para piorar a situação, a Igreja Católica opunha-se ao desenvolvimento científico e farmacológico. Os poucos que tentavam desenvolver remédios eram perseguidos e condenados à morte, acusados de bruxaria. 


Como não havia cura, nesta época, as pessoas usavam vinagre para tentar se defender, tendo em vista que tanto os ratos quanto as pulgas evitam seu cheiro.

A doença alastrava-se facilmente entre as pessoas através de espirros e tosse com pus e sangue. O aspecto dos doentes era horrível, os tumores secretavam sangue e pus, a urina, o suor, a saliva e o escarro apresentavam aspecto escurecido (daí o nome peste negra). Há relatos de que as pessoas acometidas pela peste fediam muito.

Durante este período a produção agrícola e industrial diminui muito, houve escassez de alimentos e de bens de consumo. Os efetivos militares diminuíram, a nobreza empobreceu e ocorreu a ascensão da burguesia, que detinha a exploração do comércio. Todos estes fatores provocaram grandes mudanças sociais.



Guerra de Cem Anos Q.Vestibular

1. (FGV-SP) A Guerra dos Cem Anos (1337 - 1453), entre franceses e ingleses, teve como consequências principais:

a) a consolidação do poder monárquico na França e a expulsão quase completa dos ingleses do território francês;
b) a consolidação do poder monárquico na Inglaterra e a expulsão quase completa dos franceses do território inglês;
c) a incorporação de parte do território francês pela Inglaterra e o consequente enfraquecimento do poder real na França;
d) a incorporação de parte do território inglês pela França e o consequente enfraquecimento do poder real na Inglaterra;
e) a aliança entre franceses e flamengos e o fim da hegemonia inglesa sobre o comércio europeu.

Letra A. 
A Guerra possibilitou a formação da monarquia nacional francesa e que as disputas sucessórias em regiões continentais pertencentes à França não fossem mais alvo de reis ingleses.


2. (FGV/2013)  Guerra dos Cem Anos — Denominação dada a uma série de conflitos ocorridos entre a França e a Inglaterra no período 1337-1475. O termo, que vem sendo considerado impróprio, é uma criação moderna dos historiadores do século XIX, introduzido nos manuais escolares.(...).
Alguns historiadores têm mesmo proposto que seja utilizada a expressão “cem anos de guerra” e não a tradicional. 
Antônio Carlos do Amaral Azevedo, Dicionário de nomes, termos e conceitos históricos apud Luiz Koshiba, História: origens, estruturas e processos 

Sobre essa guerra, é correto afirmar que: 
A) decorreu diretamente da chamada Crise do Século XIV, pois a Inglaterra e a França tinham leituras divergentes da paralisia econômica que atingiu a Europa ocidental desde os primeiros anos desse século. 
B) resultou da imediata reação da França, aliada dos reinos de Castela e Aragão, à aliança econômica e militar entre a Inglaterra e Portugal, iniciando o mais sangrento conflito bélico da Europa moderna. 
C) desenrolou-se quase toda em território francês, com batalhas entremeadas por tréguas e períodos de paz, e as suas origens se ligam à sucessão do trono francês, também disputado pela Inglaterra. 
D) derivou da disputa por territórios recém-descobertos por franceses no norte da África, mas que eram estratégicos para a expansão da economia inglesa, já produtora de manufaturados. 
E) desenvolveu-se no contexto das reformas religiosas, obrigando cada nação europeia a se posicionar na defesa ou não do papado, fator principal do conflito bélico entre franceses e ingleses.


Letra C.
A Guerra dos Cem Anos ocorreu por uma disputa pela província de Flandres, atual Bélgica, que apresentava um comércio forte e encontrava-se enriquecida. Também o trono francês estava vago e Eduardo III (Inglaterra) julgava ter direito a ele, por parte de sua mãe.
A Guerra dos Cem anos foi a principal e mais sangrenta guerra europeia do período medieval.



3. (FEI-SP) Há seiscentos anos nascia Santa Joana D’Arc em Domrémy (França). Aos 19 anos tornou-se uma heroína nacional e mártir da religião. A vida de Joana D’Arc está associada à:

A) Guerra dos Cem Anos, que indica os conflitos armados entre a França e Sacro-Império Romano-Germânico resultantes das rivalidades entre católicos e protestantes.
B) Guerra das Duas Rosas, lutas dinásticas realizadas pela sucessão do trono da França durante o século XV.
C) Guerra dos Trinta Anos, ocorrida entre a França e a Espanha durante a dinastia dos Habsburgos. Neste conflito, Joana D’Arc foi queimada na fogueira pela Inquisição espanhola.
D) Guerra dos Cem Anos, que indica uma série de conflitos armados entre Inglaterra e França entre os séculos XIV e XV.
E) Expansão do Reino Franco, que, ao incorporar a maior parte da Europa Ocidental e Central, configurou o Império Carolíngio.

Letra D.


4. (Mackenzie) A peste negra, que dizimou cerca de um terço da população européia, as revoltas camponesas ocasionadas pelo precário equilíbrio da produção agrícola, e a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, foram responsáveis:
a) pela formação da sociedade feudo-clerical.
b) pela crise do mercantilismo econômico.
c) pelo fortalecimento da nobreza em detrimento do poder real.
d) pela aceleração da crise do absolutismo.
e) pela crise do feudalismo e consolidação do poder real.

Letra E



5. (UFSC)  Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo com relação à Guerra dos Cem Anos:
( ) a guerra contribuiu para consolidar o regime feudal na França e na Inglaterra.
( ) uma das causas da guerra foi o controle de territórios franceses pela Inglaterra.
( ) o principal objetivo de Joana d´Arc era levar o Delfim a Reims para ser coroado como Carlos VII, rei da França.
( ) a guerra não foi contínua e entre as razões da interrupção das hostilidades estão as tréguas e a peste negra.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
A( ) V - V - F - F
B( ) F - V - V - V
C( ) F - V - F - V
D( ) F - V - F - F
E( ) F - F - V - V 

domingo, 9 de agosto de 2015

Guerra dos 100 anos

Prefácio

Na Idade Média (Séc. V – XV), em meados de do século XIV (ano de 1337), com o feudalismo em crise, a França e a Inglaterra iniciaram uma série conflitos armados, que mais tarde ficaram conhecidos como “A Guerra dos Cem Anos”.  Os conflitos começaram com a falta de um herdeiro ao trono Francês. O rei britânico Eduardo III queria unificar as coroas inglesa e francesa, alegando seu parentesco (era neto, pois a rainha Isabel era sua mãe) com o monarca francês Felipe, o Belo (1285 – 1314).  Porém, o lado francês foi contra, esta unificação, alegando que a coroa não poderia ser herdada pela linhagem feminina.  Algumas questões territoriais e comerciais, também, influenciaram o começo desses conflitos; por exemplo, ambos os lados queriam Flandres, uma região economicamente importante que possuía uma aliança comercial com a Inglaterra, o que incomodava os franceses, pois aquele território pertencia à França.

A Guerra dos Cem Anos, na verdade teve uma duração de 116 anos (1337 – 1453), com pausas entre os conflitos e a Peste Negra.  Marcou o fim da Idade Média e o anúncio da Idade Moderna.


 Datas e fatos principais

1337 – 1364: Primeiro período.
(1347 – 1353): Peste negra
1364 – 1380: Segundo período.
1380 – 1422: Terceiro período.
1422 – 1453: Quarto Período.
  

Resumo


O Primeiro Período (1337 – 1364): Neste período, a Inglaterra contava com o apoio dos comerciantes de Flandres, por terem laços comerciais fortes. Com esse apoio, os ingleses venceram as primeiras batalhas e até conseguiram de alguns territórios no Norte da França, mantendo o Canal da Mancha sob seu controle. Até aí, poderia ser apostada uma vitória inglesa, contudo, a Peste Negra – que matou cerca de 50% da população européia – interrompeu os conflitos, que só vieram a ser retomados no ano 1356, quando a Inglaterra conquistou mais regiões e o apoio de alguns nobres franceses. Em 1360, a França se viu obrigada a assinar o tratado de Brétigny, que oficializava o domínio dos ingleses sobre parte da França.

















Suserania inglesa = pertence ao senhor feudal inglês





Segundo Período (1364 – 1380): Carlos V, após assumir o trono (seu pai, João II, morreu sob as mãos dos ingleses), recusou-se a respeitar o tratado assinado em 1360. A França atacou a Inglaterra, pela primeira vez com mais vantagem, e conseguiu retomar boa parte do seu território que estava em mãos dos ingleses. Enquanto o 1º período teve a Inglaterra como destaque positivo, o 2º teve a França. Os conflitos só esfriaram quando Carlos V faleceu, em 1380, o que desanimou os franceses.







Terceiro Período (1380 – 1422): O sucessor de Carlos V subiu ao trono como Carlos VI, O Insano, porém era mentalmente incapacitado, o que desencadeou uma disputa entre os candidatos ao trono francês entre dois partidos (Borguinhões e Armagnacs). A guerra civil e a evidente loucura do rei acabaram permitindo que os ingleses conseguissem vantagem. A Inglaterra conseguiu todo o Norte da França, incluindo Paris, e Henrique V casou-se com Catarina, filha de Carlos VI, conquistando o direito de herdar o trono francês (o filho de Carlos VI foi deserdado do trono, forçado pelos ingleses).  A França acabou dividindo-se: os territórios do Norte ficaram sob o poder do rei inglês, apoiado pelos borguinhões e os poucos territórios do Sul eram governados pelo rei francês Carlos VII, apoiado pelos armagnacs.




Quarto Período (1422 – 1453): É só no último período que surge um verdadeiro sentimento nacional entre os franceses, junto com a camponesa visionária chamada de Joana D’Arc. Aos poucos, a Inglaterra foi perdendo o controle sob alguns territórios para os franceses, liderados por Joana. A principal vitória liderada por essa mulher foi a do cerco de Orleans. Após o seu impulso, que mudou todo o caminho da guerra – que agora estava com a França à frente –, Joana D’Arc foi capturada pelos borguinhões e entregue aos ingleses, que a julgaram e queimaram na fogueira, em 1431. Os Franceses continuaram a luta até a sua vitória, recuperando os territórios que estavam sob as mãos dos Ingleses.




O fim da Guerra dos Cem Anos marca o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.





sábado, 8 de agosto de 2015

As Cruzadas – Q.Vestibular

1) (FUVEST) Com relação às Cruzadas, é correto afirmar que:

a) representam, em última instância, a crise do sistema feudal;
b) a Primeira Cruzada foi convocada por Inocêncio III;
c) a Terceira Cruzada conquistou a cidade de Jerusalém;
d) a Quarta Cruzada foi conduzida por Ricardo Coração de Leão;
e) Dandolo, doge de Veneza, fez um acordo com o sultão Saladino durante a Sexta Cruzada.

Resposta: A



2) (UFSC/SC) Sobre o movimento das Cruzadas, durante a Idade Média, é correto afirmar que:

1 - foram expedições de cunho religioso e militar;
2 - tinham, entre seus objetivos, a reconquista da Terra Santa, em poder dos muçulmanos;
4 - propiciaram a reabertura e o restabelecimento das rotas comerciais entre o Ocidente e o Oriente;
8 - impediram a participação dos representantes da nobreza;
16 - fortaleceram o sistema feudal, enfraquecendo a burguesia.

SOMATÓRIA (1+2+4 = 7 )


Resposta: Soma=7



3) (PUC-SP) As Cruzadas tiveram caráter:

a) exclusivamente religioso, buscando resgatar a Terra Santa das mãos dos árabes e expandir o catolicismo;
b) exclusivamente comercial, buscando novas terras para a agricultura e mercado para os produtos europeus;
c) religiosos e comercial, buscando conciliar a ação expansionista religiosa à abertura de novas rotas comerciais;
d) político e religioso, buscando ampliar o poder do papado e produzir uma fusão entre o catolicismo e o islamismo;
e) político e comercial, buscando expandir o absolutismo monárquico e abrir mercados para produtos do Vaticano.

Resposta: C



4) (FAAP) As cruzadas no Oriente Médio (séculos XI-XIII) tiveram profunda repercussão sobre o feudalismo porque, entre outros motivos,

a) diminuíram o prestígio da Santa Sé, em virtude da separação das Igrejas cristãs de Roma e de Bizâncio.
b) impediram os contatos culturais com civilizações refinadas como a bizantina e a árabe.
c) aceleraram o comércio e o desenvolvimento de manufaturas, promovendo o crescimento de uma nova camada social.
d) desintegraram o sistema de comércio com o Oriente, gerando a decadência dos portos de Veneza, Gênova e Marselha
e) estimularam a expansão da economia agrária, que minou a economia monetária dos centros urbanos.

Resposta: C



5) (UNIFOR – 1999) "Deixai os que outrora estavam acostumados a se bater contra os fiéis em guerras particulares, lutar contra os infiéis (...). Deixai os que até aqui foram ladrões tornarem-se soldados. Deixai aqueles que outrora se bateram contra seus irmãos e parentes lutarem agora contra os bárbaros, como devem. Deixai os que outrora foram mercenários, a baixos salários, receber agora a recompensa eterna. (...) uma vez que a terra que habitais, fechada de todos os lados pelo mar e circundada por picos de montanhas, é demasiado pequena para a vossa grande população: a sua riqueza também não abunda, mal fornece o alimento necessário aos seus cultivadores (...). Tomai o caminho do Santo Sepulcro; arrebatai-o àquela raça perversa e submetei-o a vós mesmos."

O texto é um trecho do Sermão do Papa Urbano II, convocando os cristãos a organizarem a Cruzada. De acordo com as palavras do papa pode-se deduzir que as Cruzadas, além da libertação do Santo Sepulcro, visavam

a)conter o crescimento populacional na Europa e a invasão muçulmana, na Península Ibérica.
b) anular o interesse da Igreja na união da cristandade e o crescimento da produção agrícola.
c) aliviar as tensões internas da cristandade e expandir o seu território.
d) incentivar os cristãos a lutarem contra os infiéis e a estimular o interesse do clero pelo comércio oriental.
e) glorificar o esforço da Igreja em combater as guerras entre os nobres e a conseqüente diminuição da população.

Resposta: C

As Cruzadas

Prefácio

Expedições militares organizadas entre os anos de 1095 e 1291 pelas potências cristãs, com o objetivo declarado de combater o domínio islâmico na (chamada) Terra Santa, reconquistando Jerusalém e outros lugares por onde Jesus teria passado em vida.  A empreitada constituía uma mistura de guerra, peregrinação e penitência.


As causas

As cruzadas foram o resultado de um complexo de fatores:
1)     A crise do sistema feudal e a marginalização de um grande número de indivíduos foram fatores decisivos (início do capitalismo; troca de escravos pelos assalariados).  Gente de sobra para aventura militar.
2)     A força da Igreja e o profundo sentimento de fé da época também foram estímulos.
3)     Contribuiu, também, a luta pelo controle do poder papal dentro da Igreja, principalmente o desejo de reconquistar a Igreja separada do Oriente.
4)     Como causas imediatas devem ser citadas a pressão dos turcos seldjúcidas sobre Constantinopla e os empecilhos à peregrinação dos cristãos a Jerusalém.


Nota: Porque crise feudal?

A partir do século XI, o sistema feudal entrou em crise; a solução para essa crise foi o sistema capitalista.

a)     O fator principal da crise do feudalismo foi o crescimento demográfico, que ampliou o mercado consumidor, provocando um choque com o modo de produção servil, incapaz de atender as necessidades do mercado em expansão.
b)     O crescimento demográfico foi ocasionado pelo fim das invasões, que permitiram uma melhor redistribuição da produção agrícola.
c)      Para solucionar a crise era necessário aumentar a produção; e isto só era possível substituindo o modo de produção servil pela produção com trabalhadores assalariados.
d)     A solução mais imediata e mais fácil foi marginalizar os excedentes populacionais, em todas as camadas sociais: isto forneceu mão de obra militar para realizar as cruzadas.


Datas e fatos principais

Século XI: Início da crise do sistema feudal.
1054: Cisma do Oriente (=separação da Igreja Católica =ocidente= e a Igreja
Ortodoxa =oriente=)
1086: Tomada de Toledo e início da reconquista da Península Ibérica
1095: Cruzada Popular, ou dos Mendigos
1095 – 1099: Primeira Cruzada.
1099: Tomada de Jerusalém.
1147 – 1149: Segunda Cruzada.
1189 – 1192: Terceira Cruzada.
1202 – 1204: Quarta Cruzada.
1204: Saque de Constantinopla.
1212: Cruzada das crianças.
1217 – 1221: Quinta Cruzada.
1228 – 1229: Sexta Cruzada.
1248 – 1250: Sétima Cruzada.
1270: Oitava Cruzada.
1291: Queda de Acre.
1193 – 1316: Cruzadas do Norte


Resumo

Realizaram-se ao todo oito cruzadas em direção à Terra Santa.


a)     A Primeira Cruzada, convocada pelo Papa Urbano II, no Concílio de Clermont, atingiu plenamente seu objetivo com a tomada de Jerusalém.
b)     A situação dos cristãos no Reino de Jerusalém, no Principado de Antioquia e nos condados de Edessa e de Trípoli não era estável.
c)      A queda de Edessa provocou a organização da Segunda Cruzada, que não atingiu seu objetivo.
d)     A queda de Jerusalém nas mãos do Sultão Saladino deu origem à Terceira Cruzada, da qual participaram Ricardo Coração de Leão, Filipe Augusto e Frederico Barbarruiva.
e)     Ricardo fez um acordo com Saladino, pelo qual os cristãos poderiam peregrinar livremente a Jerusalém.
f)       O Papa Inocêncio III convocou a Quarta Cruzada, que deveria atacar o Egito; os venezianos ficaram com a incumbência de providenciar o transporte.
g)     Seguindo seus interesses comerciais, o doge (chefe da República de Veneza, eleito em caráter vitalício) veneziano Dandolo levou os cruzados para Constantinopla, que foi saqueada.
h)     A Quinta Cruzada, conduzida por João de Brienne, não chegou a atingir seu objetivo, a conquista do Egito.  Dela participaram André II, rei da Hungria, e Leopoldo VI, duque da Áutria.
i)        Na Sexta Cruzada, o imperador alemão Frederico II conseguiu o título de Rei de Jerusalém, por meios diplomáticos.
j)        O rei da França Luis IX chefiou a Sétima Cruzada, mas foi aprisionado no Egito.  Em seguida conduziu a Oitava Cruzada, mas morreu ao chegar a Túnis, na África.


As cruzadas foram um desastre, a maioria não completou a missão, não atingindo o objetivo.  Vários foram os motivos que levaram ao fracasso das cruzadas no Oriente Médio.

a)     Uma das razões fundamentais foi o caráter superficial da conquista, que não criou raízes no seio da população local.
b)     As disputas entre os cruzados tiveram efeitos desastrosos, envolvendo lutas entre senhores feudais, choques entre venezianos e genoveses e entre as ordens religiosas.
c)      No mesmo sentido atuaram as rivalidades nacionais e a incapacidade e incompetência da Igreja em superá-las.


A expansão européia iniciada com as cruzadas não se limitou às oito expedições ao Oriente Médio.

a)     Os reinos espanhóis cristãos iniciaram a reconquista da Península Ibérica, realizando uma expansão territorial agrária e aristocrática.
b)     Os comerciantes das cidades italianas de Gênova, Pisa e Nápoles reconquistaram o Mediterrâneo.  Essa expansão teve um caráter marítimo, mercantil e popular.
c)      A expansão européia contribuiu para a abertura do Mediterrâneo e para a intensificação do tráfego comercial entre o Oriente e o Ocidente.
d)     O comércio de produtos do Oriente ampliou o mercado consumidor do Ocidente, pela introdução de novos produtos.
e)     Juntamente com esse comércio, foram introduzidas no Ocidente novas técnicas comerciais, agrícolas e industriais.
f)       A dinamização do comércio provocou a renascimento das cidades, o surgimento de uma classe de comerciantes, as trocas monetárias; enfim, a economia de mercado.
g) Em 1095, Comandada por Pedro, o eremita. Era composta por uma massa de aproximadamente dezessete mil homens sem equipamentos nem experiência de combate. Marcharam até Constantinopla aonde o Imperador, temendo um saque, embarcou-os, o mais rápido possível, para a Asia Menor. Ao chegar, atacaram a cidade de Nicéia sem plano nem estratégia, sendo assim esmagados pelos turcos.




Conseqüências positivas das cruzadas

Os pontos positivos das Cruzadas foram:
a)     Renascimento Comercial.
b)     Renascimento Urbano.